Vítor Franco

Vítor Franco

Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Energia e Águas de Portugal, SIEAP.

Se o teu Estado é muito roubado perdes direitos porque viveste acima das tuas possibilidades; se há uns esquerdistas que conseguem que o Estado não seja tão roubado então não se pode repor tudo ao mesmo tempo! Capisci?

72 anos depois, contratos ao dia ou até dois contratos por dia, as praças de jorna na sua novel forma aplicada aos estivadores de Setúbal.

É interessante ver o presidente da CIP, arauto da concorrência, queixar-se de que assim não pode concorrer.

No verão, os pedidos de dádiva benévola de sangue reforçam-se pelo aumento das necessidades. Há, nesta matéria, questões que urge refletir e alterar.

Cerca de mil pessoas não chegam sequer a receber o aumento salarial do salário mínimo.

O ataque aos sindicalistas deveria ter construído uma atitude de juntar forças para melhorar a resistência.

Direi que, em traços gerais, a CGTP lutou com o “coração e com a ilusão”. A UGT vendeu sucessivamente direitos em nome de evitar um mal maior. Curiosamente o mesmo argumento que a Fiequimetal / CGTP usou agora na EDP para também assinar um ACT de perda de direitos.

A greve dos pilotos está a levantar intensa polémica e a abrir a caixa de pandora de problemas que merecem abordagem cuidada. É o que tentarei fazer neste e num próximo artigo.

A solidariedade com as lutas dos trabalhadores é um dos pontos mais fracos na resistência à retirada de direitos sociais e políticos.

A tempestade deste fim-de-semana obrigou milhares de trabalhadores a abdicarem do seu descanso para reconstruir linhas de eletricidade, de caminhos de ferro, telefónicas, redes de águas, estradas… Trabalharam em troca de metade, ou menos, do pagamento que estipula os seus ACTs e terão metade, ou menos, do descanso a que deveriam ter direito.