Vítor Franco

Vítor Franco

Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Energia e Águas de Portugal, SIEAP.

Com fúria e raiva acuso o demagogo/ E o seu capitalismo das palavras.

Eis, nas palavras de Sophia, o sentimento de quem vê o salário esvair-se em dízimas forçadas.

Neste domingo, 1 de julho, entraram em vigor os primeiros aumentos de preços de energia, as ditas tarifas transitórias, imposta pela ERSE, que visam obrigar os consumidores de energia (gás e eletricidade) a transitar para as tarifas liberalizadas.

Este primeiro ano de governo é marcado pelas escolhas e favorecimentos aos poderosos e conservadores.

O actual momento político é dos mais difíceis do pós 25 de Abril.

Outubro de 2008. As notícias sobre a crise especulativa do imobiliário em Espanha eram diárias e contagiavam o país. Eis que chega mais um debate quinzenal. Sócrates, na sua habitual táctica de anunciar com pompa e circunstância benefícios extraordinários (que desaparecem nas letras miudinhas dos contratos), anuncia a criação dos Fundos de Investimento para Arrendamento Habitacional.

Ciclicamente, vários articulistas têm publicado reflexões em jornais e blogues evocando a necessidade de acordos entre o chamado "centro-esquerda e a esquerda". Neste esforço permanente, reconheça-se, tem estado Cipriano Justo. O seu artigo publicado no Público de 29 de Dezembro merece um olhar responsável e umas notas de polémica.

O conflito entre a Rússia e a Geórgia faz lembrar, de certa forma, os tempos da "guerra fria". Até as reacções das diferentes correntes políticas, alinhamentos político/ideológicos e linhas editoriais deram um cheirinho a um tempo que já passou. Parece que se sentem órfãos desses tempos que já não voltam. Mas esta crise vem confirmar a marcha sem freio da arbitrariedade que, sob a égide e a imposição da superpotência imperial, os EUA, parece querer apoderar-se das relações internacionais.