O silêncio da diplomacia e da sociedade portuguesa como um todo face à ocupação colonial do Sahara Ocidental é indigno. O acordo de paz de 1991 foi violado pelos ocupantes e os confrontos militares estão de volta.
José Pacheco Pereira caracterizou o Bloco de Esquerda como “uma espécie de sindicato dos precários”. Descontado o simplismo do truque retórico, o que Pacheco Pereira usou como dispositivo depreciativo tomo eu como elogio.
Listen, da Ana Rocha de Sousa, filma o desapiedado cumprimento das formalidades pela Segurança Social britânica que vitimam uma família de emigrantes portugueses a quem os filhos acabam por ser retirados.
António Costa disse que não gosta de ser autoritário. Assumo que isso seja verdade e levo-o a sério. Mas é precisamente por isso que a apresentação e a teimosa defesa da proposta de obrigatoriedade da aplicação informática stayaway covid é de uma gravidade especial.
Quando faltam os argumentos, desqualifica-se o oponente. Sempre foi assim e as redes sociais, com a sua fervura epidérmica, vieram potenciar este vício revelador de fraqueza.
António Costa chamou-lhe gambozino. Eu chamo-lhe gato. O gambozino é uma ficção, este não é. E tanto não é que tem até várias vidas. O felino é o bloco central. E teve esta semana mais uma das suas tantas vidas.