Sociólogo, professor universitário. Doutorado em Sociologia da Cultura e da Educação, coordena, desde maio de 2020, o Instituto de Sociologia da Universidade do Porto.
Quem escutou as indignadas reações dos socialistas ao discurso de Cavaco Silva ou leu a veemente entrevista que Seguro concedeu ao Expresso, esperaria tudo menos o ovo que saiu do congresso do PS.
Enquanto Rui Rio beberica com deleite o seu cálice de velho vinho do Porto, a segunda torre do Aleixo implode com estrondo, para gáudio hollywoodesco do instinto de espetáculo de uns e para drama de quem vê desaparecer um vínculo à memória e à cidade.
O PS e a UGT enfraquecem com a sua fraqueza a luta social. Das duas uma: ou enfrentam a ditadura da austeridade ou tornam-se definitivamente seus cúmplices.
O PCP escolheu, uma vez mais, falar para dentro em vez de lançar pontes para fora. Aliás, quando tem de escolher entre a ponte e a porta, o PCP escolhe a última e fecha-a com estrondo.
Quando Marisa Monte diz “a gente não quer só comida/a gente quer comida, diversão e arte”, só pode estar a delirar ou a sonhar e sonhar é algo bem acima das nossas possibilidades.
O governo de esquerda está na ordem do dia e corresponde às legítimas expectativas de muitos e muitas. Nesta questão importa antes de mais falar com clareza, para desfazer equívocos e apressar o caminho de uma convergência.