Bruno Maia

Bruno Maia

Médico neurologista, ativista pela legalização da cannabis e da morte assistida

Não existem hoje dúvidas na comunidade científica que existem várias patologias e sintomas para os quais os produtos da cannabis são eficazes.

Uma nova lei de bases da saúde, aprovada à esquerda, foi um esforço titânico de muitas e de muitos – ela era tão urgente quão má era a lei prévia que atribuía ao Estado responsabilidades e obrigações no desenvolvimento da medicina privada.

Maria José pedira a Ángel que se chegasse o dia em que se tornasse totalmente dependente, ele a ajudasse a morrer. Ángel fez aquilo que prometera a Maria José. Ajudou-a a morrer!

É no desnorte corrente que vive o PSD, agrilhoado entre um sebastianismo Passista que não se cumpre e uma promessa minada por dentro de voltar ao centro que se cria um caldo, de onde saem estas excrescências populistas.

Será que a educação para a diversidade na escola pública deve ser facultativa? O Estado e os serviços públicos são “neutros” e despidos de quaisquer valores? A resposta é simples: não!

Porque é que alguém que tem um calote de 38 milhões de euros se acha no direito de ameaçar os beneficiários da ADSE com o fim das convenções?

Não há volta a dar àquilo que a ciência já demonstrou: a desigualdade torna-nos todos diferentes logo à nascença e não há “mérito” que nos valha com genes partidos e cérebros suboptimizados.

Associação de Médicos Católicos diz que a legalização da cannabis “irá seguramente levar a um aumento do número de pessoas que consomem esta droga”. Isto não podia estar mais longe da verdade.

O SNS precisa de ajuda para sobreviver. E não sobreviverá se continuar a alimentar lucros dos hospitais privados. Precisa de investimento, atenção e dedicação. É essa a escolha que o PS tem de fazer.

Se estas vacinas já foram aprovadas pelo Infarmed há vários anos, se já estão em utilização em tantos países, se já são prescritas pelos Pediatras a nível individual, que estudos está a DGS a fazer para as incluir no Plano?