Nelson Peralta

Nelson Peralta

Biólogo. Dirigente do Bloco de Esquerda

Jorge Greno, deputado municipal do CDS-PP, decidiu dirigir-se à esquerda para fazer uma intervenção claríssima: a direita não tem solução para a crise do preço da habitação.

Num episódio de Peaky Blinders, quando o gangster Thomas Shelby começa a acumular demasiado dinheiro, este explica como faz para o "depositar" em toda a segurança e rentabilidade: comprar muitas casas.

O Mundial de futebol do Qatar custou 220 mil milhões de dólares. Com um mundo a produzir mais, com mais riqueza, com maior acumulação de capital, onde é que este é aplicado? Se respondeu no combate à pobreza e à fome, errou. É mesmo nos caprichos e nos "depósitos" dos super-ricos.

No Brasil apoiaria Lula. Já a direita tradicional portuguesa tem-se remetido ao silêncio, à falsa equivalência ou à neutralidade. Esta é uma das maiores marcas identitárias da direita portuguesa. Vejamos porquê.

A pedido do PSD, o Parlamento realiza esta semana 22 audições sobre a Carta de Perigosidade de Incêndio Rural. O problema de acordo com o PSD? A carta classifica demasiado território nacional do norte, centro [e Algarve] do país como de risco "alto" ou "muito alto".

Os efeitos são mais severos para quem menos contribuiu para as alterações climáticas. Já os principais responsáveis tentam criar a sua escapatória ou vendem a ilusão de uma solução tecnológica que permita continuar o negócio como se nada se passasse.

Se fosse um país, a nação da indústria dos combustíveis fósseis teria mais delegados do que qualquer país presente na COP26. São 503 delegados de mais de 100 empresas. Artigo de Nelson Peralta, em Glasgow.

Foi o Governo PSD/CDS - então apoiado por Francisco Mendes da Silva - que, em 2014, criou a fiscalidade verde que é clara nos seus propósitos: “uma reorientação de comportamentos” e substituir os impostos sobre os rendimentos.

Em 2016, o Presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves decidiu exaltar a vitória de Donald Trump. Que diz agora Ribau Esteves sobre o acordo PSD-Chega nos Açores? Que o Chega é igual ao Bloco de Esquerda e que são ambos igualmente maus. Discutamos o argumento.

Num momento em que a produção e, em parte, a nossa vida coletiva teve que ser reorganizada para responder à saúde pública, na resposta climática a visão dominante continua a ser a do “negócio habitual” com as pequenas mudanças para que tudo se mantenha.