Walden Bello impedido de participar na Conferência Internacional sobre a Europa

07 de maio 2012 - 16:40

Durante este fim-de-semana teve lugar uma Conferência Internacional sobre a Crise Europeia, em Bruxelas, organizada pela Corporate Europe Observatory (CEO), que juntou ativistas vindos de vários países e onde participou a bloquista Mariana Mortágua. O académico e deputado filipino Walden Bello foi barrado no aeroporto de Bruxelas.

PARTILHAR
Durante este fim-de-semana teve lugar uma Conferência Internacional sobre a Crise Europeia, em Bruxelas, organizada pela Corporate Europe Observatory (CEO), que juntou ativistas vindos de vários países e onde participou a bloquista Mariana Mortágua.

Uma nova rede pan-europeia comprometida com a oposição ao Tratado da Austeridade da União Europeia Austeridade foi lançada no domingo, no final de uma conferência de dois dias sobre a crise da União Europeia promovida pela Corporate Europe Observatory (CEO).



Cerca de 300 pessoas de toda a Europa juntaram-se no evento de dois dias em Bruxelas para discutir a União Europeia em crise, a resistência, análise e alternativas. Entre os oradores encontrava-se a ativista e economista do Bloco Mariana Mortágua.



Da discussão resultou um acordo de vontades para a organização da oposição ao Tratado da Austeridade europeu, oficialmente conhecido como o Pacto Fiscal. O pacto é condenado pelo dano que vai causar na sociedade europeia e por isso a chamada é para trabalhar em conjunto na resistência e confronto das reformas anti-democráticas no âmbito da política económica, que promovem a austeridade como regra absoluta e atacam os direitos sociais.



A oposição ao Pacto - e à imposição relacionada com a privatização de serviços públicos e cortes nos apoios sociais - cresce em toda a Europa: a Irlanda irá a votos com um referendo sobre o Tratado, a 31 de Maio; próximo 12 de Maio será um dia de mobilização internacional sob a égide da Primavera Global, movimento que se reclama das movimentações que deram origem ao 12M em Madrid e nas acampadas que tiveram lugar no ano passado; para o final deste mês, outros protestos estão a ser planeados contra as atividades do Banco Central Europeu.



O deputado filipino Walden Bello foi impedido de entrar na Bélgica



A CEO e o Instituto Transnacional (TNI) já expressaram a sua indignação para com a decisão dos serviços de imigração belgas que negaram a entrada a Walden Bello, orador convidado da conferência internacional sobre a crise europeia. Walden Bello, representante eleito no parlamento filipino, Presidente da Comissão Parlamentar que lida com os assuntos dos trabalhadores estrangeiros e associado da TNI, chegou no aeroporto de Zaventem, vindo de Newark, New Jersey, na manhã de 4 de Maio, a bordo da United Airlines com um passaporte diplomático. No controlo de imigração foi informado de que precisaria de um visto para entrar na Bélgica, não obstante a atual política de Schengen (que isenta de visto os detentores de passaporte diplomático).



A decisão final para lhe negar a entrada veio do Ministério do Interior, apesar de intervenções por parte do Serviço de Protocolo do Ministério dos Negócios Estrangeiros belga, da Embaixada das Filipinas e de organizações de desenvolvimento flamengas, que intervieram solicitando um visto de fronteira para Bello. Nada resultou e Walden Bello foi imediatamente reconduzido no primeiro voo para os EUA, e para Chicago, em vez de New Jersey.

A decisão unilateral do Ministério do Interior foi considerada pela organização da conferência como “completamente inaceitável e contrária à obrigação do governo belga, sede das instituições da UE”. Vão ser pedidas explicações ao Governo belga sobre esta recusa de entrada que ignorou a evidência sólida da intenção de Walden Bello regressar aos EUA, onde está atualmente a lecionar, na Universidade de Binghamton, e o apoio da Embaixada das Filipinas que atestou a sua pessoa.

Termos relacionados: Internacional