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Violência na Palestina: Israel não se retrata

Há cerca de 1500 feridos em Gaza e mais de 20 mortos. Pela mesma altura, vem a público um vídeo de um palestiniano desarmado a ser morto por um sniper, que ri após o tiro e é congratulado pelo governo israelita. Na Cisjordânia, uma escola é demolida.
Vídeo em que snipers decidem que alvo devem abater. Após o tiro, riem, eufóricos.
Vídeo em que snipers decidem que alvo devem abater. Após o tiro, riem, eufóricos.

A ordem dada às tropas em Gaza, que já feriram cerca de 1500 pessoas e mataram mais de 20, incluindo membros da imprensa, não é conhecida, embora se conheça o louvor de Netanyahu, primeiro-ministro israelita, que diz que os seus soldados “fizeram o que tinham de fazer”. O mesmo Netanyahu diz que “Israel age vigorosamente com determinação para proteger a sua soberania e a segurança dos seus cidadãos”. Nos casos documentados, contudo, vê-se o exército israelita armado perante o povo palestiniano desarmado.

Já Avigdor Lieberman, Ministro da Defesa de Israel, diz que os soldados israelitas merecem uma medalha e que os militares se limitaram a disparar contra os manifestantes que carregaram contra a cerca de segurança da fronteira entre Israel e Gaza, onde cerca de dois milhões de palestinianos estão presos pelo estado israelita. Os vídeos existentes, contudo, mostram apenas que, contra os tiros que vinham do outro lado da fronteira, os palestinianos queimaram pneus de forma a poderem cegar os tiros.

A ONU pede a Israel que só use “força letal em último recurso”, mas Israel não parece querer aceder ao pedido. Num vídeo que recentemente veio a público, e que tem sido divulgado pela comunicação social, um palestiniano desarmado é morto após o tiro de um sniper, que ri. O vídeo causou controvérsia, mas o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, e apesar da contestação internacional, diz que o soldado em questão “merece uma medalha”.

No vídeo, legendado pelo jornal Haaretz, ouvem-se ainda vários soldados israelitas a discutir quem devem abater. Escolhem perante um grupo de pessoas que circulam, sem armas ou ameaças. Acabam por decidir um alvo, abatem-no e comentam, eufóricos: “Uau, que vídeo! Filho da mãe. Que vídeo!”

Vê-se claramente que o homem é atingido na cabeça, embora o exército israelita afirme que o disparo foi feito sobre a perna e que o alvo estava a “planear um motim”.

Em comunicado oficial, as Forças de Defesa de Israel afirmam que o episódio ocorreu a 22 de dezembro de 2017, em Kissufim, junto à Faixa de Gaza. Em declarações citadas pela BBC, defendem-se dizendo que o vídeo “é a resposta a um motim violento”. As imagens, contudo, apontam no sentido contrário.

Para mais, segundo o Palestina Libre, uma escola palestiniana foi destruída esta terça-feira, perto de al-Dahriyeh, na Cisjordânia ocupada, um mês depois de ter sido inaugurada pelo Ministério da Educação palestiniano. Segundo a mesma fonte, os representantes da sociedade civil já condenaram a demolição arbitrária e já anunciaram a intenção de reconstruir a escola.

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