Até agora vieram da base do partido cerca de 25 recomendações distintas e 50 emendas à posição da liderança do partido. Duas destas alterações de fundo devem vir a ser debatidas como uma alternativa à proposta da direcção. Apesar de acompanharem a análise da proposta da liderança, a conclusão de aprovação da proposta dos Liberais e Conservadores é profundamente rejeitada. No próximo Sábado este conflito entre pragmáticos e a ala esquerda do partido tornar-se-à verbal.
Apesar de toda a oposição a esta posição do partido, o líder Cem Özdemir tentou demonstrar compostura. Afirmando estar confiante de que a maioria dos delegados irão votar em consonância com a proposta da direcção.
Um inquérito do "Rheinische Post" revelou recentemente que as federações estaduais vão apoiar de forma maciça a proposta do executivo do partido.
A Secretária-Geral Steffi Lemke é mais cautelosa nas previsões. Na sua opinião ainda está muita coisa em aberto. "Não haverá um sim simples e nem um não simples", disse Lemke. Além disso, uma maioria que se possa constituir no Congresso pode exigir a consagração da eliminação do nuclear na Lei de Bases. Questão que o "Die Linke" já havia levantado, como condição para aprovação de emenda à Lei de Energia Atómica. Proposta que a secretária-geral rejeita, alegando que o período de tempo até à votação no dia 30 de Junho no Bundestag é muito curto para se pedir uma emenda constitucional.
A eliminação gradual da energia nuclear é viável até 2017, disse Lemke. No entanto, ela descreveu o encerramento imediato das sete centrais nucleares mais antigas como "uma vitória histórica para o movimento anti-nuclear e uma derrota para o falido governo de Angela Merkel".
O movimento anti-nuclear vê-lo de forma diferente. Exortam "Os Verdes" a continuarem a defender, de forma consistente, o encerramento até 2017.
“Os cidadãos querem um encerramento mais imediato das centrais atómicas, 'Os Verdes' devem votar para contra os planos do governo federal, caso contrário, muitos eleitores deixarão de votar no partido ", afirmou Jochen Stay, porta-voz da organização anti-nuclear, " ausgestrahlt ". Os opositores da energia nuclear também vão acompanhar o congresso extraordinário de forma crítica. "Nós vamos estar lá no sábado, colocar os discursos e relatar os factos via Twitter," anunciou Stay.
A organização em conjunto com grupos ambientais escreveu uma carta aberta aos Verdes, para votarem contra a iniciativa do Governo.
Özdemir e a co-líder do partido, Claudia Roth, responderam através de outra carta, advertindo com uma ruptura entre o partido e os opositores da energia nuclear. A causa para o conflito imaginam Özdemir e Roth ser uma aparente "estratégia do lóbi nuclear que quer ver-nos divididos".
Não devemos cair nesse erro. Em vez atacar esta iniciativa, escrevem estes pragmáticos: "nós, 'Os Verdes' também devemos orientar a nossa acção politica no sentido do viável e exequível para salvaguardas as alterações". Como o diálogo entre "Os Verdes" e o movimento anti-nuclear vai continuar será questionável.
Porém, afirma Stay existiram conversas por alto para se autorizar um representante do movimento a falar no Congresso, mas o resultado destas conversações não estavam definidas até ao fecho da redacção.
No entanto, parece certa a presença de Klaus Töpfer, responsável indigitado pelo governo para o Comité de Ética para o fim da Energia Atómica. O convite a este ex-ministro do Ambiente vai fazer correr muita água nos moinhos daqueles que vêem com este sinal uma aproximação dos Verdes à CDU.
Artigo publicado no jornal alemão Neues Deutschland, traduzido por Fabian Figueiredo e disponível no blogue Adeus Lenine