"Fico triste ao saber do falecimento de Sayyed Mohammed Hussein Fadlallah… um dos gigantes do Hezbollah que respeito muito", disse a jornalista Octavia Nasr. O Ayatollah Fadlallah era um dos líderes xiitas mais influentes e uma das referências espirituais dentro e fora do Líbano. Mas também conhecido pela sua oposição a Israel e por apoiar os atentados suicidas, argumentando que o uso de armamento sofisticado por parte de Telavive justifica a retaliação islâmica com o recurso a qualquer arma.
Foram justamente as organizações pró-Israel na rede social Twitter que primeiro se insurgiram contra a mensagem da jornalista da rede de televisão CNN. Dois dias depois, um porta-voz da cadeia televisiva comunicava a saída de Octavia Nasr.
Octavia justificou por seu lado o uso de expressões como "tristeza" e "respeito" porque "para mim, enquanto mulher do Médio Oriente, Fadlallah tomou uma posição pioneira e contrária aos clérigos xiitas no que respeita aos direitos das mulheres. Ele apelou ao fim do sistema tribal de 'crimes de honra', apelidando a sua prática de primitiva e contraproducente. E ele avisou os homens muçulmanos que o abuso sobre as mulheres é um crime contra o Islão". "Mas isto não significa que respeite outras coisas que tenho feito ou dito. Longe disso", acrescentou a jornalista numa declaração que não impediu o seu afastamento da CNN.
Twitter tramou editora da CNN
08 de julho 2010 - 12:36
A publicação duma mensagem manifestando "tristeza" e "respeito" na hora da morte do líder religioso xiita libanês foi o suficiente para a CNN afastar a editora senior para o Médio Oriente.
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A jornalista Octavia Nasr não voltará a aparecer na CNN