A medida, anunciada por despacho do Governo no final da passada sexta-feira às empresas públicas e privadas de transportes públicos, prevê um aumento médio dos preços dos títulos de transportes entre 4 por cento (privados) e 5 por cento (públicos). O Metro de Lisboa terá a maior subida (21,3 por cento). Mas os valores anunciados pelo Governo para os aumentos médios não incluem as atualizações mais penalizadoras. Entre estas estão, por exemplo, o passe monomodal do Metro de Lisboa, que sobe 21,3 por cento em Fevereiro – e que custará mais 20,7 por cento em 2013 – , ou os preços cobrados a estudantes e reformados, cujo salto varia entre 55 por cento e 82 por cento, segundo avança o jornal I.
Segundo decisão do Governo, os passes monomodais serão agora 'atualizados', ou seja, vão sofrer um aumento considerável, e vão acabar em 2013. Até dezembro, quem já tem os passes do Metro de Lisboa ou da Carris, por exemplo, poderá continuar a comprá-los, mas quem não tem, já não o poderá fazer e pagará mais 21,3 por cento no caso do Metro e mais 5,5 por cento no caso da Carris – estes títulos de transporte passarão para 23,9 e 27,5 euros, respetivamente.
Em 2013, os passes monomodais desaparecem e serão substituídos de vez pelo passe que nasce no próximo mês, o Navegante. Esta alteração representa para os utentes do metro de Lisboa e da Carris um aumento de cerca de 20 por cento em janeiro do próximo ano.
Passe social passa a Passe 'caridade'
Além disto, a conjugação do aumentos dos tarifários com a redução dos descontos para jovens, estudantes e idosos – de 50 para 25 por cento – vai fazer com que estas tarifas disparem até 82 por cento já em fevereiro, segundo as contas feitas pelo jornal I.
Na prática, só pobres dos pobres terão direito à redução de 50 por cento e, ainda assim, não escaparão aos aumentos devido às 'atualizações' que entram em vigor já daqui a uma semana.