Os 900 trabalhadores de uma das grandes lojas de Tóquio, a Sogo & Seibu, no distrito de Ikebukuro, fizeram esta quinta-feira greve. Trata-se de um edifício comercial de 14 andares que recebe cerca de 70 milhões de visitantes por ano e que terá o terceiro maior volume de vendas do país.
Há 61 anos que os trabalhadores de uma das grandes lojas japonesas não entravam em greve e será a maior que o país conhece em décadas. Tanto que à reportagem da televisão pública NHK um jovem no local dizia que uma greve “é algo que eu apenas tinha visto nos manuais” de história. Isto apesar do ano passado terem acontecido outras 33 greves por todo o país em empresas de menor dimensão.
O protesto resulta da venda da empresa por parte da Seven & i a um fundo especulativo norte-americano, o Fortress Investment Group, depois da loja não dar lucros durante cinco anos.
Na loja, há preocupações acerca da manutenção dos postos de trabalho e com as notícias de que metade dela será cedida à Yodobashi Holdings para aí implementar uma das suas lojas de aparelho eletrónicos baratos.
O dirigente sindical Yasuhiro Teraoka tinha dito à AFP no início da semana que o sindicato “não está convencido de que o plano de vendas esteja baseado na continuidade do negócio e de que assegure a manutenção dos empregos”. A ação teve o apoio dos trabalhadores de outras grandes lojas da capital.