Trabalhadores da Segurança Social protestam contra passagem para a requalificação

14 de novembro 2014 - 18:09

Trabalhadoras e trabalhadores da segurança social do distrito de Setúbal manifestaram-se nesta sexta-feira contra a passagem de 89 trabalhadores para a requalificação. Mariana Aiveca esteve presente e denunciou que o governo quer fazer “ 12.000 despedimentos, 700 na segurança social, 89 aqui em Setúbal”.

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Mariana Aiveca quando falava às trabalhadores e aos trabalhadores da segurança em Setúbal, nesta sexta-feira - Foto de Joana Mortágua

O Instituto de Segurança Social (ISS) começou a notificar, nesta quinta-feira, 196 trabalhadores para serem colocados em “requalificação”, onde ficarão sem atividade, a receber apenas uma parte do salário.

Trata-se de um primeiro passo para lançar no desemprego 697 trabalhadores daquele instituto. O governo PSD/CDS-PP pretende concluir a passagem destes trabalhadores à requalificação até 18 de Dezembro de 2014.

Nesta sexta-feira, trabalhadoras e trabalhadores manifestaram-se em Setúbal, junto ao Centro Distrital da Segurança Social.

Presente na manifestação, a deputada Mariana Aiveca declarou à comunicação social: “Esta é uma grande manifestação dos trabalhadores da segurança social contra o despedimento de 89 pessoas em Setúbal”.

Mariana Aiveca sublinhou que ao chamar despedimento estava a medir as palavras, “porque os ministros e o governo sempre têm querido enganar as pessoas dizendo que se trata de requalificação e que vão tirar as pessoas que estão a mais para as colocar noutros serviços. Ora isto é uma falsidade.”

A deputada bloquista salientou: “esta manifestação tem um grande sentido, tem a expressão da unidade de todas e de todos que aqui se encontram, tem a expressão daqueles que sabem e que sentem que fazem falta a uma segurança social pública”.

Mariana Aiveca denunciou também que “o governo quer transferir tudo o que são funções da segurança social para o regime privado e quer com isso acabar com aquilo que foi a construção saída do regime democrático de uma segurança social pública, universal e solidária”.

Lembrando que o Bloco de Esquerda no parlamento tem questionado os ministros, “dizendo mesmo que se trata de despedimentos”, a deputada sublinhou que “estamos com esta luta no parlamento e fora dele”.

A concluir, Mariana Aiveca afirmou: “Eu, com particular emoção, porque sou trabalhadora da segurança social e exatamente desta casa, desde 1973, acho que o tempo é mesmo de luta e que os trabalhadores vão conseguir fazer a inversão de marcha nos propósitos do governo”.