Trabalhadores da EMEF protestam contra privatização da empresa

03 de dezembro 2014 - 20:30

Centenas de trabalhadores da EMEF e ex-trabalhadores da SOREFAME promoveram esta quarta-feira uma marcha em defesa do aparelho produtivo nacional e do emprego. A iniciativa contou com a presença da deputada bloquista Helena Pinto, que frisou que “a luta pela defesa da EMEF, é uma luta pela defesa dos postos de trabalho, mas também pelo serviço público”.

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Os trabalhadores marcharam entre as instalações da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário na Reboleira e o Ministério da Economia, reivindicando um verdadeiro “investimento na EMEF e que esta empresa seja dotada dos meios técnicos, humanos e financeiros com vista a reforçar a componente da reparação, manutenção e da construção de material circulante, capacidade que Portugal perdeu quando há 10 anos o governo de então encerrou a SOREFAME”.

Durante o protesto foi distribuído um comunicado à população, que alerta para o facto de a destruição da empresa se traduzir numa total dependência do país face às empresas estrangeiras.

“Era evidente há anos que os sucessivos Governos pretendiam destruir a EMEF e entregar toda a manutenção, reparação e construção ferroviária às multinacionais e aos grupos económicos que são donos do regime. Agora formalizaram essa intenção ”, lê-se no documento.

Segundo os trabalhadores, “faz falta um governo que, em vez de por o país à venda para pagar juros e assegurar dividendos, aposte no trabalho e no desenvolvimento do aparelho produtivo”.

A luta dos trabalhadores da EMEF tem o apoio da população

“A EMEF tem um papel fundamental na economia e no sector ferroviário. Apesar do desinvestimento que se tem verificado, é esta empresa que garante as condições de segurança e a comodidade para os passageiros”, afirmou a deputada bloquista Helena Pinto durante a iniciativa, defendendo que “a empresa pública é condição de qualidade e segurança”.

“Manter a EMEF publica é também garantia de uma aposta na ferrovia como meio de transporte, o que tem sido abandonado por este Governo. A luta pela defesa da EMEF, é uma luta pela defesa dos postos de trabalho, mas também pelo serviço público. A luta dos trabalhadores da EMEF tem o apoio da população. Os ferroviários que tantos exemplos de luta têm dado, continuarão a sua luta, inclusive pelo direito ao transporte, direito centenário que este governo retirou”, rematou a dirigente do Bloco de Esquerda.