Os trabalhadores da CRH têm vindo a organizar-se e a tornar público o seu descontentamento e reivindicações. “Devido ao plenário de trabalhadores realizado, esta quinta-feira, pelo SINTTAV [Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual] nas instalações da PT, como é de lei, alguns trabalhadores sofreram pressões da parte de responsáveis devido à sua participação nessa mesma reunião”, denunciam no blogue recentemente criado.
Isto acontece quando “deveria existir total liberdade de expressão e organização dentro da empresa, a PT, nomeadamente quando se trata de uma situação tão delicada para os trabalhadores”, alegam em comunicado enviado à imprensa.
Na verdade, trata-se de uma nova onde pressões por parte da PT, a empresa que, segundo defendem, deveria integrar estes trabalhadores nos seus quadros em vez de os querer subcontratar ad eternum através de um nova Empresa de Recurso Humanos. Alguns destes trabalhadores trabalham naquele call center há mais de 5 anos.
Conforme o Esquerda.net já tinha noticiado no final de Maio, desde que foi dado conhecimento público da insolvência da empresa, os trabalhadores têm sido alvo de coação para se demitirem, têm sido pressionados a atingir objectivos irreais, coagidos a assinar documentos em que comprometem o posto de trabalho, alvos de “bocas” e ameaças de despedimentos.
A pressão e o mobbing laboral por parte da CRH, dentro das instalações da PT, “são constantes”, dizem os trabalhadores. Alegadamente, os funcionários deste call center são pressionados para assinar rescisões amigáveis sob ameaça de processo-crime movido pela PT. Desta forma já foram despedidos cerca de 100 trabalhadores com contratos sem termo, denunciam.
“Há duas semana as "chefias" fizeram chegar a informação de que a CRH estava falida, mas que os trabalhadores nada deviam recear, uma vez que já existia outra empresa que asseguraria todos os postos de trabalho”, relatam os trabalhadores.
Contudo, sabe-se que a nova empresa, de nome "New Spring", é criada exactamente pelos mesmos administradores da CRH. Trata-se de uma estratégia para fugir ao pagamento das dívidas existentes à Segurança Social e Finanças no valor de 11 milhões de Euros, e que, segundo as mesmas fontes, dará a possibilidade de "limpar" a casa, ou seja, os trabalhadores mais faladores serão dispensados.