A decisão foi comunicada pelo presidente do SMAQ, António Medeiros, no final da reunião com a administração da CP realizada esta terça-feira. O representante sindical afirmou que “o processo voltou à estaca zero”, esclarecendo que “a empresa manteve a proposta do dia 22, o que é inaceitável e inqualificável”.
Em comunicado de imprensa, a administração frisa que “como o País compreenderá, o Conselho de Administração da CP não pode negociar o exercício do poder disciplinar da Empresa”, pelo que avançará com os processos disciplinares dos cerca de 200 trabalhadores, que, segundo o SMAQ, representam “mais de 650 dias de previsão de suspensão, uma vez que a média de dias de suspensão ronda os quatro”.
António Medeiros garante que o sindicato vai continuar a insistir “que pode haver solução para o problema, desde que haja negociação e desde que o presidente [da CP] esteja na mesa de negociações a assumir com o sindicato a solução do conflito”.
Durante o Natal, os efeitos da paralisação, que estava agendada para 23, 24 e 25 de dezembro, acabaram põe se fazer sentir também na segunda-feira , sendo que foram suprimidos, no total, 2.702 comboios.