Nesta quarta feira, o Bloco ironizou com a recepção oficial aos novos submarinos, para denunciar o negócio ruinoso do PSD e do CDS que custou mil milhões de euros ao povo português.
A réplica do Tridente era feita em espuma, foi do Largo de São Domingos ao Chiado, atravessando o Rossio, enquanto ao microfone se dizia: “Venham conhecer o submarino que o Governo acaba de comprar com os nossos impostos. Foi uma pechincha, só custou mil milhões de euros”.
Segundo a agência Lusa, José Manuel Pureza declarou à comunicação social presente: “Esta aquisição dos submarinos vai onerar o Orçamento do Estado com uma quantia extraordinariamente grande, numa altura em que evidentemente as prioridades que deveríamos ter para a sociedade portuguesa só podiam ser outras”.
Considerando que o negócio dos submarinos está associado a “um dossier dos mais obscuros” de sempre, o líder parlamentar do Bloco, referindo-se ao “dossiê das contrapartidas para a aquisição de equipamentos militares”, disse:
“Trata-se de uma promessa, de um compromisso que foi assumido com o Estado e com os portugueses de injectar no tecido produtivo português vários milhões de euros de iniciativas, de emprego, de produção nacional. A verdade é que toda a gente sabe que esse montante está por cumprir, uma enorme maioria, a troco de coisa nenhuma”.
No final da acção do Bloco, um actor fez de “ministro dos Assuntos Profundos” inaugurou o “submarino”, dizendo que foi uma escolha importante porque a criação de emprego, saúde e educação não são prioridades do país, agradeceu “a todos os portugueses que, neste momento difícil de crise, contribuíram com os seus subsídios sociais” e dirigiu uma palavra especial ao PSD e CDS, “que com grande sentido patriótico iniciaram e abençoaram este negócio”.
Por fim salientou: “Só com a visão do então ministro da Defesa, Paulo Portas, foi possível engendrar um esquema tão proveitoso para os intermediários do grupo Espírito Santo. Esta manigância envolve outros equipamentos militares, cujos contratos de contrapartidas atingem uns meros 2,9 mil milhões de euros e causaram um ‘prejuízozito’ de 2,3 mil milhões de euros para o Estado”.