"Este poderá ser o primeiro dos últimos dias de uma Empresa com 141 anos de historia ao serviço das populações", avisa o comunicado subscrito pelas organizações representativas dos trabalhadores dos STCP - CI, SNM, STTAMP, SITRA, CESAHT, STRUN e SMTP.
No dia 9 de dezembro termina o prazo para a entrega de propostas dos operadores privados interessados "nesta PPP encapotada" que é a privatização da empresa. Depois dos autarcas da Área Metropolitana do Porto terem exigido ao Governo a suspensão do concurso para a privatização, os trabalhadores não desistem da luta contra a degradação do serviço, que dizem ser da responsabilidade da empresa.
O incumprimento do serviço público de transportes no Porto por parte da administração dos STCP "equivale a 17 dias de greve integrais promovidos pelo Conselho de Administração com a cobertura do Governo", acusam os trabalhadores. A falta de efetivos e o número excessivo de horas de trabalho dos motoristas - que chegam às 16 horas por dia" põem em causa "a segurança de pessoas e bens", acrescenta o comunicado.
"A cada dia que passa os aludidos incumprimentos e a pressão sobre os motoristas aumentam devido à diminuição de efetivos (que ocorre por força das aposentações e rescisões) e ao inexistente plano de contratações de motoristas", explicam os trabalhadores, que condenam a atitude do ministro Pires de Lima e do Secretário de Estado Sérgio Monteiro "nunca demonstraram disponibilidade para responderem as várias solicitações que lhes foram dirigidas pelas ORT’S no sentido de serem esclarecidas".