Soldados americanos matavam civis afegãos por desporto

10 de setembro 2010 - 4:03

Cinco soldados dos EUA foram acusados de ter morto três civis afegãos por desporto. Coleccionavam dedos das pessoas que assassinavam, que exibiam como troféus.

PARTILHAR
Foto da tortura em Abu-Ghraib. O cabecilha deste "esquadrão da morte" veio do Iraque.

O sargento Calvin Gibbs, de 25 anos, era, ao que parece, o cabecilha do grupo e tinha estado antes no Iraque, onde já coleccionava dedos das pessoas que assassinava. Ele o soldado Jeremy Morlock, de 22 anos, participaram nos três assassinatos, no início deste ano.

O primeiro destes assassinatos deu-se perto de Kandahar a 15 de Janeiro, quando mataram Gul Mudin, um homem sobre quem primeiro atiraram uma granada e depois terminaram a execução com tiros de espingarda. No segundo caso, em Fevereiro, mataram a tiro Marach Agha e puseram uma espingarda Kalashnikov ao lado do corpo para justificar a morte. Em Maio, executaram Mullah Adadhdad também com tiros e granada.

O pai de outro dos acusados, Adam Winfield, revelou nesta quarta feira à Associated Press que o seu filho lhe tinha contado, em Fevereiro, o primeiro assassinato e dissera que o grupo queria matar mais afegãos. O pai alertou o exército norte-americano, mas a sua informação não foi tida em conta.

Os cinco militares estão detidos numa base do Estado de Washington à espera de serem julgados pelo tribunal militar. Outros sete foram acusados de obstruir a investigação, de assalto à mão armada e de conspiração para cometer assalto e agressão.