Sindicatos britânicos aprovam greves contra austeridade

14 de setembro 2010 - 19:55

Os principais sindicatos britânicos aprovaram o recurso a "greves coordenadas", a nível local e nacional, contra o plano de austeridade do Governo.

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O secretário-geral da confederação, Brendan Barber, afirmou que as medidas de austeridade tornarão o país "num lugar escuro, embrutecido e assustador". Foto LUSA/EPA/Nick Wilkinson

Reunidos em Manchester, num congresso que termina na próxima quinta-feira, os delegados da Trades Union Congress (TUC), uma confederação que reúne a maioria dos sindicatos do Reino Unido, anunciaram já a adopção por larga maioria de um programa de acção contra os cortes orçamentais sem precedentes anunciados pelo governo de coligação, liderado por David Cameron.

O secretário-geral da confederação, Brendan Barber, defende que “cortar serviços e pôr empregos em risco, aumentando as desigualdades, é a forma de tornar o país num lugar escuro, embrutecido e assustador”, cita o Euronews. Os sindicatos avisam que estão em causa já 150 mil postos de trabalho nos quadros públicos.

O programa prevê o início de uma campanha à escala nacional pela defesa dos serviços públicos, para além do "apoio a greves intersindicais e uma coordenação, a nível nacional e local, em protesto face aos ataques contra o emprego, os salários e os serviços públicos".

Os dirigentes dos principais sindicatos defenderam veementemente estas medidas, após considerarem que os projectos governamentais têm como objectivo prioritário a destruição dos serviços públicos.

O executivo de David Cameron está empenhado no objectivo de eliminar em cinco anos um défice que deverá ultrapassar em 2010 os 10 por cento do PIB.

Os planos de Londres prevêem um aumento do IVA e da idade de reforma, um corte severo nas despesas sociais e congelamentos nos salários da função pública durante dois anos.