Sindicato afirma que a adesão à greve da STCP é total

09 de dezembro 2014 - 14:26

Trabalhadores denunciam que a empresa pública encontra-se ameaçada pelo processo de subconcessão, e acusam a empresa de premeditar a degradação do serviço, com o propósito de facilitar, aos olhos da opinião pública, a privatização.

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Trabalhadores contestam subconcessão.
Trabalhadores contestam subconcessão.

No segundo dia da greve dos trabalhadores da Sociedade dos Transportes Coletivos do Porto (STCP) a adesão é total, não circulando autocarros no Grande Porto, de acordo com Jorge Costa, do Sindicato Nacional dos Motoristas, ouvido pela agência Lusa.

Para o sindicalista, com esta adesão de 100% os trabalhadores demonstram o “descontentamento generalizado relativamente à eventual subconcessão da empresa”.

Depois de na segunda-feira terem já feito uma paralisação em dia feriado, cuja adesão “foi fraca”, a greve ganhou força, neste segundo dia, em defesa da empresa pública, que se “encontra ameaçada pelo processo de subconcessão”.

Além disso, os funcionários da STCP contestam os cortes nos salários e o trabalho extraordinário impostos no Orçamento do Estado, e protestam contra a falta de motoristas que tem levado a um incumprimento dos serviços diários.

Degradação do serviço premeditada

Os trabalhadores acusam ainda a empresa de premeditar a degradação do serviço, com o propósito de facilitar, aos olhos da opinião pública, a privatização.

Jorge Costa referiu que as Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT) desconhecem o processo de subconcessão da empresa, cujo prazo para entrega de propostas no âmbito do concurso público termina hoje.

“Até ao último dia do concurso não conhecemos nada deste processo. Não conhecemos o caderno de encargos, desconhecemos se há concorrentes e o que quer a tutela e a administração da STCP”, frisou o sindicalista.

Delegação bloquista presente no piquete de greve

A esta greve contra a degradação do serviço prestado às populações e por isso contra a privatização em curso associou-se o Bloco de Esquerda, que marcou presença no piquete de greve na Recolha de Francos a partir das 23h30 e com a presença do deputado eleito pelo círculo do Porto João Semedo.

Lançou-se, igualmente, uma petição pública (Pela melhoria do transporte público, contra a privatização da STCP) de apoio a estes trabalhadores e aos utentes afetados por esta degradação deliberada de uma empresa que chegou a ser das melhores empresas públicas rodoviárias em toda a União Europeia.