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Roger Waters homenageia Marielle Franco em espetáculo nos Estados Unidos

De acordo com o ex-baixista dos Pink Floyd e ativista político, a vereadora carioca foi condenada à “pena de morte”. O crime? “Criticar a polícia”.
Painel exibido no concerto de Roger Waters, nos EUA.

Durante a sua digressão “This is Not a Drill”, Roger Waters está invocar e a prestar homenagem a defensores dos direitos humanos de todo o mundo. Marielle Franco, assassinada em 2018, juntamente com o seu motorista Anderson Gomes, figura entre as pessoas homenageadas.

Waters exibiu uma enorme tela com o nome da ativista e vereadora carioca pelo PSOL com as seguintes informações: “Localização: Rio de Janeiro, Brasil; Crime: criticar a polícia; Pena: morte”.

Esta não é a primeira vez que o ex-baixista dos Pink Floyd homenageia Marielle Franco. Em 2008, poucos meses das eleições presidenciais que deram a vitória a Jair Bolsonaro, num espetáculo no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, Roger Waters vestiu uma t-shirt onde se lia “Lute como Marielle Franco” e convidou a filha e a viúva de Marielle para subirem ao palco.

O músico chegou a ser vaiado por algumas pessoas no público. Para evitar que a situação se repetisse, o ativista passou a exibir uma mensagem antes dos espetáculos bastante esclarecedora: “Se você é uma daquelas pessoas que diz: ‘eu amo Pink Floyd, mas não suporto as mensagens políticas’, seria bom sair e ir para o bar”.

Marielle Franco nasceu e cresceu na favela da Maré, no Rio de Janeiro, Brasil. Foi eleita vereadora municipal, e trabalhou afincadamente para promover e defender os direitos das mulheres negras, direitos LGBTI+ e jovens.

Marielle e Anderson Gomes, seu motorista, foram executados há quatro anos, a 14 de março de 2018. Quatro anos passados, continuamos sem saber quem mandou matar a vereadora do Rio Janeiro. Os dois supostos autores materiais continuam detidos.

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