A iniciativa, organizada pelo Movimento Revolucionário Estudantil e por outro dois movimentos de jovens de carácer local, e que contou com a presença do rapper Brigadeiro Mata Frakuz, foi alvo de uma forte intervenção policial, que recorreu a agentes a cavalo e cães.
As forças policiais terão contado também com a colaboração por civis que também tentaram evitar o início da manifestação.
Segundo relatos do jornalista Alexandre Neto da rádio Voz da América, à emissora portuguesa TSF, oito pessoas terão ficado feridas em consequência da carga policial e uma repórter terá sido detida pela Polícia.
O site do Circulo Angolano Intelectual divulga, por sua vez, que a representante de Human Rights Watch Lisa Remli foi espancada pelas forças de segurança angolanas, e que quatro jornalistas, entre os quais o conhecido activista e investigador Rafael Marques foram levados para a Unidade Operativa de Luanda da Polícia Nacional.
Iuri Mendes, ligado à organização da manifestação deste sábado, condenou, em declarações prestadas à Agência Lusa, a actuação da polícia, que "desrespeita o direito de manifestação consagrado na Constituição angolana". "Em vez de proteger, (a Polícia) desrespeita os direitos humanos”, defendeu o activista.
Desde o início do ano, já foram promovidas cinco manifestações juvenis de contestação ao regime do presidente angolano, sendo que, a 3 de setembro uma destas iniciativas levou à detenção de 21 manifestantes, 18 dos quais foram julgados e condenados a penas de prisão entre um mês e 90 dias, por ofensas corporais à polícia e danos materiais.