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Reino Unido: 100 anos de voto das mulheres

Nesta terça-feira, 6 de fevereiro, celebram-se 100 anos da aprovação do voto das mulheres no Reino Unido. Esta comemoração foi marcada pela inauguração de uma estátua da sufragista Alice Hawkins.
Alice Hawkins reivindicava igualdade salarial na fábrica onde trabalhava antes de se juntar ao movimento sufragista.

Alice Hawkins interrompeu os estudos aos 13 anos para trabalhar numa fábrica de sapatos, tendo-se tornado numa ativista sindical nos anos 1880 reivindicando um melhor salário para as trabalhadoras mulheres, que à época auferiam um salário inferior ao dos trabalhadores do sexo masculino. Posteriormente, juntou-se ao movimento sufragista na reivindicação do direito ao voto para as mulheres. Foi detida cinco vezes no período em que esteve envolvida na campanha. A estátua em sua homenagem foi inaugurada ontem numa praça perto de Leicester Market.

À época, o direito de voto estava limitado a homens que tivessem residido no país nos 12 meses anteriores, impedindo assim o direito de voto de muitos militares.

Após um longo debate sobre a reforma eleitoral, a Lei para a Representação da População foi aprovada a 6 de fevereiro de 1918, permitindo o voto de mulheres com mais de 30 anos – 40% do total de mulheres.

Esta lei estendeu também o direito de voto a homens com mais 21 anos e a militares com mais de 19 anos, tendo o eleitorado masculino subido para 21 milhões face aos 8 milhões de eleitores anteriormente reconhecidos. Só dez anos depois, em 1928, as mulheres passaram a ter direito ao voto em termos iguais aos homens, estabelecendo-se o sufrágio universal.

Em 2018 também se celebram os 60 anos da lei que permite a entrada de mulheres na Câmara dos Lordes, e os 100 anos da lei que autorizou mulheres a candidatarem-se a deputadas. Atualmente, as mulheres compõem quase um terço dos 650 lugares na Câmara dos Comuns.

Diferenças salariais

A discriminação de género e a desigualdade salarial no Reino Unido voltaram a estar na ordem do dia. Isto porque Carrie Gracie, jornalista da estação pública BBC, denunciou a existência de diferenças salariais entre homens e mulheres que desempenham as mesmas funções.

A administração da estação televisiva pediu a alguns dos jornalistas masculinos mais bem remunerados para aceitarem uma redução, mas insistiu que a diferença não se baseia em discriminação de género e que a diferença salarial será reduzida num período de dois anos.

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