Vítor Gaspar afirmou esta segunda-feira, no fim do Conselho de Ministros extraordinário que aprovou o Documento de Estratégia Orçamental 2012-2016, que a reposição dos subsídios subtraídos aos trabalhadores este ano só começará a ser reposto em 2015, ao ritmo de 25% ao ano. Ou seja, apenas em 2018 seria reposta a totalidade dos subsídios que o Governo começou por dizer que retirava apenas em 2012 e 2013.
"O Governo garante que no último ano antes das eleições do próximo mandato do próximo governo talvez devolva aos portugueses o que no dia 1 de abril de 2011 era um disparate: o subsídio de Natal que nunca seria tirado a ninguém", disse Louçã, reagindo às palavras de Vítor Gaspar.
Para o coordenador bloquista, que reuniu com a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, "o Governo mostrou hoje que tem contas que não batem certo". "Todos os dias estão a ser tomadas medidas de austeridade e todos os dias o Governo diz que não estão a ser tomadas novas medidas de austeridade. Esta semana vai ser votada a simplificação dos despedimentos e a redução do apoio aos desempregados, a semana passada a ministra do CDS anunciou uma nova taxa para ser paga pelos consumidores que fazem compras nas grandes superfícies", argumentou.
Louçã lembrou ainda que o "Governo anunciou que no próximo ano o Estado vai reduzir a conta do Estado, com aumento de impostos ou com corte de despesa, já sabemos onde, em mais de três mil milhões de euros". "Não se pode ver onde é que isso pode acontecer, depois de tanto ataque aos salários, tanto aumento do preço dos transportes, do gás, da eletricidade, do aumento das taxas moderadoras, do aumento das propinas. O Governo provou hoje que tem contas que são contas de fantasia, para uma economia que vive cada vez pior, para um país que não consegue respirar", concluiu Louçã.
Regresso dos subsídios só em 2018 é "burla política"
30 de abril 2012 - 17:31
O ministro das Finanças diz que fará a reposição dos subsídios de Natal e férias na totalidade apenas em 2018. É uma "enorme burla política, económica e financeira", diz Francisco Louçã, "porque ninguém pode saber o que acontece sete anos depois de terem sido tirados estes subsídios".
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Foto Miguel A. Lopes/Lusa