Recibos verdes: precários dizem que erro nos escalões de contribuição mantém-se

19 de dezembro 2011 - 18:20

Movimentos afirmam que os erros, já admitidos pelo Ministro Pedro Mota Soares, nos escalões relativos à contribuição dos trabalhadores independentes para a Segurança Social, ainda não foram corrigidos. Amanhã termina o prazo para o pagamento da contribuição de Novembro.

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O erro representa uma diferença de mais de 60 euros nas contribuições mensais (o valor da contribuição correta é de 124,09 euros). São 62,04 de euros a mais em cada mês, ou seja, uma penalização irregular de 744,48 de euros no período dos 12 meses em que é válida a base de incidência contributiva agora apurada, explicam os precários. Foto MaydayLisboa 2007.

“Amanhã, dia 20 de Dezembro, é o último dia previsto para que os trabalhadores a recibos verdes pagarem as contribuições relativas ao mês de Novembro. Tendo em conta o grave erro cometido pelos serviços da Segurança Social, com a comunicação a milhares de trabalhadores a recibos verdes de escalões de contribuição acima do previsto, muitos precários poderão estar a ser ilegalmente obrigados a pagar contribuições a mais, prejudicados por um erro pelo qual não são responsáveis”, denunciam os movimentos Precários Inflexíveis, FERVE – Farto/as d’Estes Recibos Verdes e Plataforma dos Intermitentes do Espetáculo e do Audiovisual, em comunicado.

Os movimentos de trabalhadores precários/as dizem mesmo que “Ministério e Segurança Social não garantiram ainda correção do erro nos escalões”, e face a esta situação, afirmam que o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, “tem a responsabilidade de garantir que o erro cometido seja emendado”, acusando os serviços de incapacidade e dizendo que a resposta do ministro é demorada e incompetente.

Os movimentos defendem que a deteção e correção do erro seja “total e imediata”, que os trabalhadores prejudicados sejam “imediatamente compensados”, instando ainda os trabalhadores a manterem-se atentos e informados, e que reclamem e exigem o enquadramento no escalão correto.

PI, FERVE e Intermitentes denunciaram recentemente que estes erros nos escalões estariam a exigir contribuições mais elevadas do que deveriam aos trabalhadores independentes.

Entretanto, a Segurança Social reconheceu num comunicado, datado de 7 de Dezembro, que “na sequência da informação divulgada a um conjunto de trabalhadores independentes foram detetadas algumas incorreções” e, que os trabalhadores “devem aguardar novo contacto da Segurança Social a retificar a situação”.

Os movimentos sublinham que “cumpre aos serviços da Segurança Social identificar todas as situações em que comunicou escalões acima dos previstos na lei e emendar os erros cometidos”.

“É inaceitável”, afirmam, que tenham de ser os trabalhadores a identificar um erro e ilegalidade da Administração e a reclamar, num prazo específico, tendo para o efeito de dominar a legislação que os próprios serviços demonstraram desconhecer. A disponibilização de um link (no portal da Segurança Social Direta) para receber reclamações é “insuficiente e não diminui a responsabilidade dos serviços”, lembram os/as precários/as.