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Queixas no Livro de Reclamações Eletrónico subiram 171% no confinamento

O setor das comunicações continua a ser aquele que recebe mais queixas desde há uma década.
Logotipo do Livro de Reclamações Eletrónico. Fonte: INCM.Logotipo do Livro de Reclamações Eletrónico. Fonte: INCM.v
Logotipo do Livro de Reclamações Eletrónico. Fonte: INCM.

O período de confinamento resultou numa utilização sem precedentes do Livro de Reclamações Eletrónico. De acordo com o Jornal de Negócios, no primeiro semestre do ano as queixas apresentadas por esta via foram mais de 82 mil. No ano anterior tinham sido cerca de 30,3 mil, o que representa uma subida de 171%.

O condicionamento das deslocações, o encerramento de muitos estabelecimentos, são razões conjunturais apresentadas para essa subida. Isto acrescido a uma “mudança estrutural nos padrões de consumo, que levou a que as pessoas tivessem outras exigências”. Ou seja, se não tivesse acontecido a pandemia muitas reclamações não teriam acontecido, diz João Torres, secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.

O Livro de Reclamações Eletrónico foi criado em 2017 e inclui mais de 311 mil operadores económicos e 32 entidades reguladoras.

Este ano o setor das comunicações voltou a liderar as queixas apresentadas. Não constitui surpresa uma vez que isto já acontece há uma década. O aumento de queixas neste setor foi de 110%. A Anacom, Autoridade Nacional de Comunicações, recebeu por via eletrónica 40 mil reclamações em comparação com 19 mil em igual período do ano passado.

Em seguida, encontra-se a ASAE, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica com vinte mil queixas no Livro de Reclamações Eletrónico. No primeiro semestre do ano passado tinham sido 4.500. Contudo, só desde final do ano passado é que passou a ser obrigatório que as empresas fiscalizadas por este entidade, tivessem este instrumento de reclamação. E ainda em fevereiro foi concedido um prazo de mais 90 dias para regularização de situações dada a realidade do setor.

Estes números não podem ser comparados com as reclamações em suporte papel. Os números deste ano não estão disponíveis de momento. No ano passado, houve mais 78% de reclamações em papel (325 mil) do que por via digital (87 mil).

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