O STRUP-Fectrans e a ASPTC convocaram uma greve para esta quarta-feira, 18 de setembro, o dia em que a Carris comemora os 152 anos da sua fundação. Em causa está a recusa da administração em aceitar a reivindicação de aumentos salariais de 100 euros e de 15 euros de subsídio de refeição, optando por subscrever um acordo com outros sindicatos que prevê aumentos de 60 euros na tabela salarial e de cerca de 13 euros no subsídio de refeição.
Além disso, a greve serve também para reclamar que a administração da Carris assuma o “compromisso para a redução para as 35 horas semanais com a inclusão das deslocações, que admitimos ser faseada”, prosseguem o STRUP e a ASPTC em comunicado. Por fim, estes trabalhadores contestam a aplicação de “medidas que se revelaram discriminatórias, porque não abrangiam todos”, no recibo salarial de agosto.
O Tribunal Arbitral acolheu as propostas sindicais quanto aos serviços mínimos e rejeitou a proposta da empresa, que queria ter em circulação mais de 26% dos autocarros. Assim, na quarta-feira não haverá nem autocarros nem elétricos a cumprir serviços mínimos, mas apenas “o transporte de deficientes, o carro do fio, o pronto-socorro e os postos médicos”, adiantou Manuel Leal, da Fectrans, à agência Lusa.
Para dar mais uma oportunidade ao diálogo, estes sindicatos entregaram um pedido de reunião urgente à administração, que terá lugar esta terça-feira. Se não houver acordo, a greve avançará com um plenário de trabalhadores na estação de Santo Amaro às 11h