O governo de José Luis Rodríguez Zapatero conseguiu nesta terça-feira aprovar o seu plano de reforma laboral. Tal facto só foi possível devido ao maior partido da oposição, o Partido Popular (PP), que absteve-se durante as votações. Durante o debate, Zapatero ainda criticou o PP por não ter apresentado um texto com algum conteúdo para as negociações.
Pelo PSOE a única voz contrária foi do presidente da comissão económica do congresso, o deputado Antonio Gutiérrez, que não é militante do PSOE. Gutiérrez absteve-se e durante toda a semana teceu duras críticas à reforma do governo, tendo inclusive publicado um artigo no El País onde afirma que as reformas aprovadas terão como único efeito a criação de empregos precários durante os períodos de bonança, que serão rapidamente destruídos diante de uma nova crise.
Segundo a imprensa espanhola, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teria telefonado na última segunda-feira para felicitar Zapatero pelas “valente e adequadas” medidas que tem adoptado. A resposta dos trabalhadores será uma greve geral, convocada para o dia 29 de Setembro.