PS ressuscita ideia de feriados móveis

18 de junho 2010 - 11:59

Proposta quer evitar as “pontes”, propõe a eliminação de alguns feriados e a mobilidade de quase todos. “O 25 de Abril pode ser gozado a 26 ou a 27, o importante é celebrar a Liberdade,” diz Ricardo Rodrigues.

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Comemoração do 25 de Abril. Foto de Ana Candeias

O projecto de resolução apresentado pelas deputadas católicas independentes eleitas pelo PS, Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro, teve luz verde da bancada socialista para avançar e passa por eliminar quatro feriados e transferir os outros de forma a inviabilizar as “pontes”.

A lista dos feriados a eliminar, preferencialmente dois civis e dois religiosos, só será estabelecida após as conversações com os parceiros sociais e com a Igreja católica.

O projecto só deixa intocadas as celebrações do Natal em 25 de Dezembro e do ano novo a 1 de Janeiro, e propõe que sempre que um feriado, religioso ou civil, calhe numa quinta-feira ou numa terça, passe para a segunda.

“Pretendemos evitar as chamadas pontes, dando um passo no sentido do aumento da produtividade nacional”, acentuou Teresa Venda.

Para a deputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, “o problema da produtividade tem muito mais a ver com as qualificações do que propriamente com os feriados”, apontando: “Senão a Áustria, que é um país com mais feriados do que Portugal, teria um problema de produtividade maior que Portugal e sabemos que isso não é verdade”.

Para o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, seria “absurdo, por exemplo, comemorar o 25 de Abril noutra data qualquer ou comemorar o 1º de Maio, que é comemorado em todo o mundo ao mesmo tempo, noutro dia qualquer não o dia 1 de Maio”.

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