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Protesto contra amianto encerra escola no Seixal

Protesto da comunidade escolar encerrou esta manhã a cadeado a escola Dr. António Augusto Louro, no Seixal. Associação de Pais fala em telhas com amianto que se têm vindo a degradar e cair nas últimas semanas e exige a remoção imediata das mesmas.
Protesto contra amianto encerra escola no Seixal
A comunidade escolar da Escola Dr. António Augusto Louro quer que o ministério da Educação divulgue as datas exatas para o início das obras no edifício e que as zonas degradadas sejam retiradas "ainda hoje". Foto de esquerda.net.

Os alunos e trabalhadores da Escola Dr. António Augusto Louro, no Seixal, fecharam a cadeado a escola em protesto contra as placas de amianto presentes no edifício. A comunidade escolar exige a marcação de uma data para a remoção dos materiais com amianto extremamente degradados existentes no estabelecimento de ensino.

Vasco Belchior, presidente da associação de pais e encarregados de educação da Escola Dr. António Augusto Louro, explicou à Lusa que a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) sinalizou o estabelecimento de ensino como escola prioritária, mas não foi marcada qualquer data para o início das obras.

“A DGEstE deu resposta, disse que há um investimento de 77 mil euros para a retirada do amianto, mas não avança com datas. Nós queremos a marcação de uma data e que o que está mais degradado seja retirado ainda hoje ou pelo que seja interdita aquela zona”, afirmou.

O representante dos pais e encarregados de educação explicou que a situação se tem vindo a degradar nas últimas semanas, com algumas telhas a cair, pondo em risco a segurança dos alunos e restante comunidade escolar.

“Há pedaços de fibrocimento que caem no recreio. Ninguém fica descansado ao deixar os filhos dentro da escola. Temos medo que levem como uma telha na cabeça já para não falar do risco de estarem expostos ao amianto. Nós não podemos compactuar com isto”, explicou.

O deputado bloquista Nelson Peralta marcou presença na manifestação em solidariedade com os alunos, pais, professores e restantes funcionários que exigem a remoção das placas de amianto de forma a que mais de uma centena de alunos e uma centena de funcionários “deixem de estar expostos a cancro e doenças respiratórias”.

Nelson Peralta lembrou que o Bloco de Esquerda já questionou o ministério da Educação sobre a urgência das obras de remoção de amianto na escola, mas que a resposta dada contraria “quer a realidade, quer a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares”. O ministério da Educação afirmou que as placas de amianto da escola Dr. António Augusto Louro não oferecem perigo para a saúde pública e para a comunidade escolar.

“Basta olhar e perceber que as placas de amianto se estão a desfazer e como tal, pelos critérios objetivos que existem, esta é uma escola de prioridade um, a prioridade máxima no calendário de obras para a remoção de amianto”, afirmou Peralta.

O deputado lembra que o Bloco de Esquerda continua a exigir não apenas a célere remoção das placas de amianto dos edifícios públicos, mas a divulgação do calendário de obras a executar no país.

Nelson Peralta considera ser “essencial” a divulgação do “calendário de obras com as datas de execução para que todos saibam com o que contar, para que todos percebam as prioridades e para que todos saibam que a saúde pública é uma prioridade no país”.

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