Numa reunião geral que teve lugar no passado dia 22 de setembro, a comunidade escolar da Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN) debateu “os atrasos insustentáveis na colocação dos professores e funcionários necessários”, concluindo que, “de forma mais grave do que nunca, estão ausentes as condições pedagógicas e logísticas” para que a escola “funcione normalmente”.
Em comunicado, pais, alunos e professores referem que a direção da EMCN “deverá manter o adiamento do início das aulas do ensino vocacional até que estejam recrutados todos os professores e funcionários necessários para que a escola funcione regular e universalmente”, defendendo ainda que “a situação exige a toda a comunidade escolar novas iniciativas conjuntas – de professores, pais e alunos – em defesa da EMCN e do ensino da Música em Portugal”.
Nesse contexto, a comunidade educativa agendou uma Manifestação/Concerto “Em Defesa da Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN) e do Ensino da Música em Portugal”, que irá realizar-se em frente ao Ministério da Educação e da Ciência, na Avenida 5 de outubro, em Lisboa, pelas 12h, com atuação de uma das Orquestras da EMCN pelas 12h45.
No dia 5 de outubro, a EMCN também irá participar na Marcha “Assim não! Toc'a a mexer em defesa da profissão", organizada pela Fenprof.
Um terço dos professores por colocar
Ainda que este ano tenham entrado nos quadros da EMCN 28 docentes mediante o concurso externo extraordinário, num universo total de 160 professores, estão ainda por colocar 48, o que equivale a cerca de um terço dos docentes da escola.
O número de funcionários também não é suficiente. Segundo explicou a diretora da EMCN, Ana Mafalda Pernão, vão chegar à escola, através do Centro de Emprego e Formação Profissional, oito funcionários, contudo, o ideal seriam 11.
O atraso na colocação de professores também tem ditado o adiamento do início das aulas das disciplinas artísticas da Escola Soares dos Reis, no Porto, e da Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa.