Segundo o blogue do MayDay 2011, os representantes do MayDay 2011 foram recebidos, nesta segunda feira, por assessores do INE (Instituto Nacional de Estatística), a quem entregaram um documento irónico baseado nas instruções dos formulários dos Censos “em que se apela a que trabalhadores a recibos verdes mas que cumpram critérios de trabalhador por conta de outrem (local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica e horário de trabalho definido) devam assinalar a opção “trabalhador por conta de outrem”, mascarando a sua situação de “falso” trabalhador independente, pois apesar de ter todos os deveres do trabalhador por conta de outrem, não usufrui dos direitos inerentes (primeiro dos quais ter um contrato de trabalho)”.
Os precários referem também a questão da habitação, chamando a atenção para “o registo de cidadãos actualmente 'sem-abrigo' em prédios de luxo sob os quais pernoitam e para a alteração da definição do que é habitação, que passa a abranger barracas, desde que as mesmas tenham água canalizada e luz”.
Os activistas depositaram na escadaria do INE alguidares com roupa suja, considerando que a instituição se tornou “num instrumento de branqueamento da realidade laboral e habitacional do país, uma autêntica 'lavandaria da realidade'”.
O blogue anuncia que “o MayDay é um protesto de trabalhadores/as precários/as que se realiza no 1º de Maio (com partida do Largo Camões, onde há um encontro às 13h)” e esclarece que a iniciativa começou em Milão em 2001, teve a primeira realização em Lisboa em 2007 e no Porto em 2009.