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Portugal mantém-se um dos países da UE com o salário mínimo mais baixo

As recentes subidas do salário mínimo nacional, que o aumentaram em quase 19% em termos nominais, não o impediram de continuar a ser um dos mais baixos da União Europeia. Bloco propõe subida para os 650 euros já em janeiro de 2020.
Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

Portugal surge na décima segunda posição entre os 22 países da União Europeia que atualizaram o salário mínimo em 2019 por via legislativa. Os dados são do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho.

Nos últimos quatro anos, o salário mínimo em Portugal aumentou dos 505 euros para os 600 euros. Estes valores refletem um aumento nominal de quase 19% e real (ou seja, descontando a inflação) de 14%.

Reconhecendo que o aumento de 95€ no salário mínimo nacional nos últimos quatro anos representa “mais dois meses de salário” para milhares de trabalhadores, a coordenadora do Bloco de Esquerda recordou em setembro que este é “ainda muito baixo, é um dos mais baixos da Europa”.

Esta quarta-feira, haverá a primeira reunião da Concertação Social, em Lisboa, sobre a atualização do salário mínimo para 2020. O Bloco defende que o salário mínimo seja aumentado para 650 euros já em janeiro de 2020 tanto para o setor privado como para o público. Em 2019, os salários mais baixos da função pública foram atualizados nos 635 euros, ou seja, 35 euros acima do valor mínimo aplicado ao setor privado.

O programa do Bloco para as legislativas de 2019 defendia não só o aumento do salário mínimo nacional já em janeiro de 2020, mas também o seu aumento “ao longo da legislatura a um ritmo mais acelerado que os 5% médios da legislatura para beneficiar um milhão de trabalhadores”.

O estudo aqui mencionado refere ainda que os recentes aumentos não alteraram a posição de Portugal no ranking europeu e que o país está entre aqueles com salário mínimo mais baixo tanto da União Europeia quanto da área do euro. Já o Luxemburgo está no topo, com um salário mínimo de cerca de 2071 euros, quase o triplo do português.

Portugal encontra-se abaixo de países como Espanha (1.050 euros), Eslovénia (886,6 euros), Malta (762 euros) e Grécia (758,3 euros). Abaixo de Portugal, estarão países como a Lituânia (555 euros), a Estónia (540 euros), a Polónia (523,1 euros) e a Bulgária, que se encontra no fim da lista (286,3 euros).

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