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Polícia prende suspeitos do assassinato de Marielle Franco

Dois antigos polícias militares foram detidos esta madrugada por participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes.
Imagem divulgada pela Rede Globo dos dois suspeitos de autoria do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

A dois dias do primeiro aniversário do assassinato que chocou o Brasil, a operação levada a cabo pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e a Divisão de Homicídios da Polícia capturou o polícia militar reformado Ronnie Lessa, apontado como o autor dos 13 disparos que mataram Marielle Franco e Anderson Gomes. Segundo a denúncia, era Ronnie Lessa que ia no banco de trás do carro que perseguiu a viatura onde ia Marielle, Anderson e uma assessora da vereadora, Fernanda Chaves, a única a escapar com vida e que foi obrigada a sair do país logo a seguir ao crime, por razões de segurança.

O outro detido, Élcio Queiroz, é um ex-polícia militar e é apontado como o condutor do carro onde seguia o assassino. Para além da detenção dos autores materiais do duplo homicídio, a polícia brasileira fez ainda 32 buscas relacionadas com o caso em residências de outros suspeitos de ligação a este crime.

Reagindo à notícia das detenções, o deputado federal e ex-candidato do PSOL à prefeitura do Rio de janeiro, Marcelo Freixo, diz que o caso não está resolvido, pois falta saber “a mando de quem” foi feito este homicídio. “A gente não aceita a versão de ódio ou de motivação passional dessas pessoas que sequer sabiam quem era Marielle direito”, afirmou Marcelo Freixo em entrevista à Globo.

A investigação diz que o autor dos disparos, que mora no mesmo condomínio da Barra da Tijuca onde o presidente Jair Bolsonaro tem residência,  pesquisou durante vários meses locais que a vereadora do PSOL frequentava e também dados sobre a vida de Marcelo Freixo.

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