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PJ lançou operação contra Anonymous

A Polícia Judiciária deteve na quarta-feira sete pessoas, entre os quais o responsável pelo site Tugaleaks, suspeitos de envolvimento nos ataques informáticos a vários sites do Estado.
Foto Paulete Matos.

Segundo o comunicado da Polícia Judiciária (PJ), as vinte e quatro buscas e sete detenções desta operação são o resultado de uma investigação que dura desde abril de 2014, e que permitiu agora apreender dezenas de sistemas informáticos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. O objetivo da operação, segundo a PJ, é o “combate à criminalidade informática e tecnológica, designadamente à atividade ilícita conhecida como "hacktivismo””.

Os detidos são suspeitos de estarem envolvidos “de forma reiterada, em crimes de sabotagem informática ("DDoS"), de dano informático ("defacing"), de acesso ilegítimo ("hacking") e de acesso indevido ("exfiltração de dados”)”. O alvo destas ações foram “diversos sistemas informáticos do Estado Português e, também, de empresas relevantes do sector privado”, prossegue o comunicado da PJ. A moldura penal destes crimes prevê a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, já que pode chegar aos 10 anos de prisão. Segundo o Jornal de Notícias, os alvos dos sete mandatos de detenção deverão ser ouvidos esta sexta-feira por um juiz.

A Procuradoria Geral da República especificou que entre os factos em investigação estão “os ataques informáticos a servidores que alojam sites do Ministério Público, da Polícia Judiciária, do Conselho Superior da Magistratura, da EDP e da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista”.

Também em comunicado, a Procuradoria Geral da República especificou que entre os factos em investigação estão “os ataques informáticos a servidores que alojam sites do Ministério Público, da Polícia Judiciária, do Conselho Superior da Magistratura, da EDP e da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista”.

Entre os detidos está o responsável do site Tugaleaks, registado como órgão de comunicação social, tendo assistido à operação de busca um membro do Sindicato dos Jornalistas, para além de um juiz e um magistrado do Ministério Público, referiu o coordenador da investigação criminal da PJ. Carlos Cabreiro referiu que o site Tugaleaks divulgou vários dos ataques informáticos que fazem parte desta investigação.

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