Os cortes definitivos das pensões que o Governo quer ver em vigor a partir de janeiro só serão aplicados às reformas pagas pelos sistemas públicos da Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações. As pensões e complementos de reforma pagas pelos fundos privados ficarão assim a salvo da nova taxa que Passos Coelho e Paulo Portas pretendem aplicar à generalidade dos pensionistas.
Boa parte das chamadas "pensões milionárias", como as que são atribuídas a banqueiros, gestores e altos quadros de grandes empresas, são pagas através destes fundos que o Governo decide poupar a partir deste ano.
A decisão do Governo veio ao encontro das reivindicações do ex-banqueiro do BCP Filipe Pinhal, condenado na justiça por manipulação de mercado, que foi o rosto mais visível de uma associação de "reformados indignados"
Nas vésperas de acabar o prazo do memorando da troika, o ministro Mota Soares tinha prometido que a nova contribuição iria ser aplicada "exatamente ao mesmo universo de pensionistas da atual Contribuição Extraordinária de Solidariedade". Mas afinal não será assim, porque o governo terá decidido entretanto não aplicar cortes às maiores reformas pagas em Portugal e que fazem por vezes manchetes de jornais, provocando algum escândalo público. A decisão do Governo veio ao encontro das reivindicações do ex-banqueiro do BCP Filipe Pinhal, condenado na justiça por manipulação de mercado, que foi o rosto mais visível de uma associação de "reformados indignados" que viram fortemente reduzidas pela as suas pensões milionárias nos últimos anos.