O voto proposto pelo Bloco de Esquerda e apresentado pelo deputado Mário Moniz, foi aprovado com os votos a favor de todas as bancadas, à excepção do CDS que se absteve, tendo um dos deputados do CDS abandonado a sala imediatamente antes da votação.
O voto aprovado considera que a expulsão das pessoas de etnia cigana constitui "a maior acção de cariz xenófobo, perpretada pelo executivo francês, liderado por Nicolas Sarkozy” e salienta que não são “menos europeus do que os franceses, ou portugueses, e que têm, por isso, direito a circular e residir livremente em todo o território da União Europeia".
Na apresentação, Mário Moniz lembrou as condenações às expulsões por parte da ONU, do Parlamento Europeu e do Papa Bento XVI.
Mário Moniz recordou ainda a história de emigração dos açoreanos, sublinhando que ela não permite o sentimento de indiferença face ao que se está a passar em França. O deputado do Bloco afirmou ainda que a "a imigração clandestina só alimenta quem explora a mão-de-obra barata e escrava, porque a clandestinidade só contribui para a desvalorização do trabalho", considerando que "a solução não passa pela expulsão, mas antes pela legalização e acesso a direitos laborais que dignifiquem o trabalho ao autóctone e ao imigrante”.
Na passada sexta feira, as bancadas de PS, PSD e CDS impediram que a Assembleia da República aprovasse um voto semelhante.