Foi apenas com os votos do Bloco, PCP e Verdes que a lei passou, mas nem a direita nem o PS ousaram impedir o alargamento deste período de nojo para os gestores e governantes que passam para empresas do setor privado com quem negociaram enquanto ocupavam cargos públicos.
Para o Bloco de Esquerda, "a realidade tem demonstrado que estes limites são insuficientes para a transparência da vida democrática e do sistema político".
"Já vimos todos que os três anos são insuficientes", afirmou Catarina Martins no debate deste projeto de lei, antes de explicar porque é que o Bloco propõe seis anos em vez de dez anos, como já fez em anteriores iniciativas. "Dez anos foi considerado exagerado, mas todos concordamos que esse período deve ser superior ao do mandato", explicou a deputada bloquista, sublinhando que "o Bloco de Esquerda está interessado em construir e em avançar" em medidas que promovam mais transparência na vida democrática do país.
"É a transparência no exercício das funções que credibiliza a ação política", acrescentou a deputada esta quinta feira no plenário, na véspera da votação. O projeto de lei agora aprovado alarga ainda o regime de impedimentos e de incompatibilidades aos administradores de empresas públicas e e sociedades anónimas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos.
Parlamento aprova reforço dos impedimentos aos políticos
22 de dezembro 2011 - 16:38
O projeto de lei do Bloco foi aprovado com a abstenção do PSD, CDS e PS e prevê o alargamento do período de nojo dos ex-governantes e titulares de altos cargos públicos. Com esta lei, eles só poderão exercer funções em empresas privadas do ramo que tutelaram ao fim de seis anos, o dobro do período hoje em vigor.
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Catarina Martins apresentou o projeto de lei do Bloco