O relatório "Avaliação do desempenho do sistema de saúde Português", elaborado em 2010 pela OMS, refere que, em média, as famílias mais pobres despendem 12% do seu orçamento (excluindo alimentação) em saúde, contra 7% das famílias mais ricas. Os gastos chegam a atingir os 40% para 8% destas famílias. Em caso de doença, os portugueses em situação de maior fragilidade económica não podem, muitas vezes, sequer suportar os encargos inerentes ao seu tratamento.
A OMS também sublinha que 20 a 23% dos cuidados de saúde são directamente suportados pelos portugueses, enquanto os restantes europeus pagam uma média de 17%. Para esta agência, o tecto deveria fixar-se, no máximo, nos 15%.
No seu relatório, a OMS adverte para a necessidade de aumentar o financiamento público e defende que subsistemas de saúde, como a ADSE, sejam apenas complementares ao SNS.
É ainda apontada o fraco investimento nos cuidados primários e a necessidade de reforçar a prevenção e a promoção da saúde.
Dívidas com farmácia disparam
Segundo avança o Correio da Manhã, existem cerca de 400 mil portugueses que têm pagamentos em atraso na farmácia, ascendendo o total da dívida aos 61 milhões de euros.