ONU alerta: pobres não podem adoecer

07 de janeiro 2011 - 18:01

Organização Mundial da Saúde revela que, em média, as famílias mais pobres despendem 12% do seu orçamento em saúde, no entanto gastos chegam a atingir 40%. OMS regista que portugueses são, na europa, aqueles que mais pagam directamente pelos cuidados de saúde.

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OMS sublinha que 20 a 23% dos cuidados de saúde são directamente suportados pelos portugueses, enquanto os restantes europeus pagam uma média de 17%.

O relatório "Avaliação do desempenho do sistema de saúde Português", elaborado em 2010 pela OMS, refere que, em média, as famílias mais pobres despendem 12% do seu orçamento (excluindo alimentação) em saúde, contra 7% das famílias mais ricas. Os gastos chegam a atingir os 40% para 8% destas famílias. Em caso de doença, os portugueses em situação de maior fragilidade económica não podem, muitas vezes, sequer suportar os encargos inerentes ao seu tratamento.

A OMS também sublinha que 20 a 23% dos cuidados de saúde são directamente suportados pelos portugueses, enquanto os restantes europeus pagam uma média de 17%. Para esta agência, o tecto deveria fixar-se, no máximo, nos 15%.

No seu relatório, a OMS adverte para a necessidade de aumentar o financiamento público e defende que subsistemas de saúde, como a ADSE, sejam apenas complementares ao SNS.

É ainda apontada o fraco investimento nos cuidados primários e a necessidade de reforçar a prevenção e a promoção da saúde.

Dívidas com farmácia disparam

Segundo avança o Correio da Manhã, existem cerca de 400 mil portugueses que têm pagamentos em atraso na farmácia, ascendendo o total da dívida aos 61 milhões de euros.