O avanço descoberto por Harvey J. Alter, Michael Houghton e Charles M. Rice que permite o isolamento do vírus da Hepatite C e pode levar à cura da doença foi distinguido com o Prémio Nobel da Medicina 2020 da Academia das Ciências de Estocolmo, segundo avança o Diário de Notícias.
Os cientistas conseguiram que se desenvolvessem estudos para chegar a criação de medicamentos que podem curar esta doença mundial, que afeta o fígado e pode gerar cirrose e cancro. “Pela primeira vez na história, o vírus da Hepatite C pode ter cura”, referiu o representante da academia no ato de entrega do prémio, e acrescentou que “a descoberta do vírus da Hepatite C pelos vencedores do Prémio Nobel é uma conquista histórica na batalha contra doenças virais. Graças à sua descoberta, exames de sangue altamente sensíveis para o vírus estão agora disponíveis e foi possível eliminar a hepatite pós-transfusão, em muitas partes do mundo, melhorando significativamente a saúde global”.
O DN refere que em 1976, quando o Prémio Nobel da Medicina foi atribuído ao Baruch Blumberg devido à sua descoberta da Hepatite B, Harvey J. Alter já analisava a Hepatite C dando conta que os vírus das Hepatites A, B e C seriam diferentes.
BREAKING NEWS:
The 2020 #NobelPrize in Physiology or Medicine has been awarded jointly to Harvey J. Alter, Michael Houghton and Charles M. Rice “for the discovery of Hepatitis C virus.” pic.twitter.com/MDHPmbiFmS— The Nobel Prize (@NobelPrize) October 5, 2020
Por sua vez, Michael Houghton criou o mecanismo para identificar o vírus da Hepatite C, através de uma biblioteca de fragmentos de ADN e Charles M. Rice concluiu que o vírus se conseguia espalhar sozinho. Foi esta junção que motivou a distinção da academia sueca.
Em 1949, Portugal recebeu a distinção do Prémio Nobel da Medicina através do neurologista António Egas Moniz devido ao desenvolvimento da angiografia cerebral, um mecanismo para detetar anomalias nos vasos sanguíneos cerebrais.