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Netanyahu anuncia projeto de anexação de parte da Cisjordânia

O primeiro-ministro israelita comunicou a sua intenção de anexar uma parte da Cisjordânia depois das eleições da próxima semana. O Vale do Jordão e o norte do Mar Morto passarão assim para a soberania israelita. Vivem dois milhões de pessoas na zona mas Netanyahu não explicou o que lhes acontecerá.
Cartaz contra Netanyahu em 1997.
Cartaz contra Netanyahu em 1997. Foto de Elvert Barnes. Flickr.

A uma semana das eleições legislativas, Benjamin Netanyahu sobe a parada. Esta terça-feira, em direto para os principais canais televisivos nacionais anunciou a “intenção, depois da tomada de posse de um novo governo, de aplicar a soberania israelita ao Vale do Jordão e ao norte do Mar Morto”.

Netanyahu tenta assim ganhar votos às custas dos setores israelitas mais conservadores mas ninguém acha que é apenas uma jogada eleitoral. Portanto, as declarações estão a ser tomadas muito a sério. O primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana, Mohammad Shtayyeh, respondeu afirmando que Netanyahu se revela assim o “primeiro destruidor do processo de paz”.

O Vale do Jordão faz parte dos territórios ocupados por Israel durante a guerra de 1967, uma anexação não reconhecida internacionalmente. Com 2400 quilómetros quadrados, corresponde a perto de 30% do total do território da Cisjordância. Ao impossibilitar a solução de dois Estados, Israel e Palestina, esta anexação parece impedir qualquer possibilidade de acordo de paz na zona.

O plano de Netanyahu, que este assegura que irá apresentar a Trump, não toma em conta os mais de dois milhõees de palestinianos que vivem neste território.

Em abril já Netanyahu tinha dado uma machadada significativa em qualquer possibilidade de paz. Então, prometeu anexar os colonatos israelitas em território palestiano. Agora vai mais longe querendo passar oficialmente para soberania israelita zonas habitadas por palestinianos.

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