O Bloco de Esquerda apresentou esta sexta-feira em Coimbra uma campanha para responder ao aumento do custo de vida agravado pela guerra de Trump e Netanyahu no Irão e que fez disparar os custos da energia e por arrasto o dos bens essenciais.
“Quem está a pagar esta guerra é quem abastece o automóvel de gasóleo ou de gasolina. Quem está a pagar esta guerra é quem paga o pão, o leite, mais caros do que nunca”, afirmou o coordenador bloquista numa das entradas da cidade de Coimbra, junto ao novo outdoor do Bloco de Esquerda onde se lê: “Quem paga a fatura? A maioria do costume”.
“Quem tem lucros absolutamente obscenos, com o que estamos a viver, tem que ser chamado a ter uma responsabilidade acrescida, a um contributo acrescido, para fazermos face coletivamente a esta situação de aumento dos bens essenciais, a começar pelos combustíveis, bens alimentares”, sublinhou José Manuel Pureza.
As notícias da subida do preço do cabaz alimentar para valores recorde e dos lucros anunciados pelas empresas da grande distribuição, como os da Sonae e Jerónimo Martins, da banca e da energia, levam o Bloco de Esquerda a lançar esta campanha “que tem como princípio essencial que não pode ser a maioria do costume a pagar esta subida exponencial do custo de vida”, resumiu o coordenador do Bloco.
“Precisamos ter uma atitude muito mais arrojada neste momento e isso passa por, agora e não nas calendas gregas, haver um controlo dos preços dos bens essenciais, a começar pelos combustíveis. O governo tem essa obrigação de tabelar os preços dos combustíveis e dos bens essenciais para a sobrevivência da generalidade das famílias”, prosseguiu Pureza, destacando também o papel que a ASAE deve assumir para “fiscalizar práticas abusivas de obtenção de lucros absolutamente inaceitáveis à custa da aflição da vida das pessoas no seu quotidiano para pagarem as coisas”.