“Não pode ser a maioria do costume a pagar a subida exponencial do custo de vida”

20 de março 2026 - 15:56

José Manuel Pureza defendeu esta sexta-feira em Coimbra que quem tem “lucros obscenos” deve ter um contributo acrescido para fazer face ao aumento do custo de vida.

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José Manuel Pureza junto ao novo cartaz do Bloco.
José Manuel Pureza junto ao novo cartaz do Bloco. Imagem Esquerda.net

O Bloco de Esquerda apresentou esta sexta-feira em Coimbra uma campanha para responder ao aumento do custo de vida agravado pela guerra de Trump e Netanyahu no Irão e que fez disparar os custos da energia e por arrasto o dos bens essenciais.

“Quem está a pagar esta guerra é quem abastece o automóvel de gasóleo ou de gasolina. Quem está a pagar esta guerra é quem paga o pão, o leite, mais caros do que nunca”, afirmou o coordenador bloquista numa das entradas da cidade de Coimbra, junto ao novo outdoor do Bloco de Esquerda onde se lê: “Quem paga a fatura? A maioria do costume”.

“Quem tem lucros absolutamente obscenos, com o que estamos a viver, tem que ser chamado a ter uma responsabilidade acrescida, a um contributo acrescido, para fazermos face coletivamente a esta situação de aumento dos bens essenciais, a começar pelos combustíveis, bens alimentares”, sublinhou José Manuel Pureza.

novo cartaz do Bloco.
Apresentação em Coimbra do novo cartaz do Bloco. Imagem Esquerda.net

As notícias da subida do preço do cabaz alimentar para valores recorde e dos lucros anunciados pelas empresas da grande distribuição, como os da Sonae e Jerónimo Martins, da banca e da energia, levam o Bloco de Esquerda a lançar esta campanha “que tem como princípio essencial que não pode ser a maioria do costume a pagar esta subida exponencial do custo de vida”, resumiu o coordenador do Bloco.

“Precisamos ter uma atitude muito mais arrojada neste momento e isso passa por, agora e não nas calendas gregas, haver um controlo dos preços dos bens essenciais, a começar pelos combustíveis. O governo tem essa obrigação de tabelar os preços dos combustíveis e dos bens essenciais para a sobrevivência da generalidade das famílias”, prosseguiu Pureza, destacando também o papel que a ASAE deve assumir para “fiscalizar práticas abusivas de obtenção de lucros absolutamente inaceitáveis à custa da aflição da vida das pessoas no seu quotidiano para pagarem as coisas”.

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