A poderosa troika que governa Myanmar, encabeçada pelo general Than Shwe, com os seus fiéis braços direitos, Muang Aye e Thura Shwe Man, renunciou às forças armadas. Trata-se de mais um movimento da junta militar no sentido de aparentemente mudar tudo para não mudar nada.
A manobra, abandonando a farda por roupas civis, visa permitir que os mesmos possam assumir os postos de liderança governamental após as próximas eleições a serem realizadas em Novembro.
O novo governo “civil” a ser formado será escolhido pelas duas câmaras, alta e baixa, que elegerá o presidente e dois vice-presidentes.
No teatro montado das eleições, que não serão nem livres nem democráticas, já que a oposição não poderá participar, trata-se apenas de uma cena onde as víboras trocam de pele. Da farda para os trajes civis.
O cinismo da junta militar é um verdadeiro ultraje à opinião pública mundial, que exige medidas concretas no sentido de democratizar o país.