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Municipais francesas: abstenção recorde e ecologistas em alta na segunda volta

Ao vencer em cidades como Lyon, Marselha, Bordéus e Estrasburgo, as candidaturas ecologistas cantaram vitória na segunda volta das eleições municipais em França. A taxa de abstenção rondou os 60% e Jean Luc Mélenchon diz que ela foi "uma forma de insurreição fria contra todas as instituições do país”.
Michèle Rubirola, candidata dos Verdes
Foto de Michèle Rubirola | Facebook

A segunda volta das eleições municipais em França bateu recordes históricos no que toca a abstenção, rondando os 60%. De acordo com o Linternaute, os candidatos do partido Europa Ecologia - Os Verdes, Grégory Doucet em Lyon, Michèle Rubirola em Marselha, Jeanne Barseghian em Estrasburgo e Pierre Hurmic em Bordéus venceram as presidências de câmara nas respetivas cidades. O atual primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, foi eleito presidente na cidade de Havre e o partido de extrema-direita de Marine Le Pen, a União Nacional, que manteve as suas principais autarquias na primeira volta, acabou barrada pelas alianças republicanas na disputa da segunda volta, obtendo uma vitória importante em Perpignan.

O Mediapart fala também da cidade de Bordéus, onde uma aliança de ecologistas, socialistas e comunistas elegeu o presidente da câmara Pierre Hurmic. Já em Paris, Anne Hidalgo foi reeleita.

Mélenchon: Abstenção recorde foi "uma forma de insurreição fria contra todas as instituições do país”

Jean-Luc Mélenchon, do partido França Insubmissa, salienta a notável vitória dos Verdes e nota que os bons resultados dos ecologistas foram em cidades onde as presidências eram socialistas e depois mudaram-se para o partido de Macron, o partido Em Marcha.  “Desse ponto de vista, os sucessos são uma forma de consolidação política contra aqueles que mudam de rótulo ao longo do caminho”, rematou Mélenchon

ABSTENTION – Une «insurrection froide contre toutes les institutions du pays» - #Municipales2020

A segunda volta das eleições municipais em França registou uma participação muito baixa, com a abstenção a rondar os 60%. Mélenchon afirma que “a abstenção foi a mais alta em eleições municipais desde 1958. A mais alta em todas as eleições parlamentares desde 1958 e o nível de abstenção foi o mais alto comparado a todas as eleições europeias desde 1979. Claramente, o povo francês está em greve cívica. É uma forma de insurreição fria contra todas as instituições do país”. 

Sobre o França Insubmissa, que se estreou este ano em eleições municipais, Mélenchon congratula-se pela presença de candidaturas em 200 cidades do país, o que considera “uma conquista considerável”. 

O líder dos insubmissos pede uma mudança e “portanto, a hora da renovação política deve acontecer”. A mudança deve acontecer nas instituições, nas políticas sociais, nas políticas ecológicas, mas isso “é claro, que não se consegue com aqueles que estão no poder”.

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