Ministério Público arquiva processo contra manifestantes anti-NATO

21 de março 2011 - 15:17

O Ministério Público (MP) decidiu arquivar o processo contra 42 activistas que protestaram contra a Cimeira da NATO em Lisboa, realizada em Novembro passado. Os activistas tinham participado numa acção de protesto no Parque das Nações, durante o qual se pintaram de vermelho e acorrentaram.

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Os activistas tinham-se pintada de vermelho e acorrentado, denunciando a NATO e a guerra

O Ministério Público concluiu “pela falta de indícios suficientes para imputar aos arguidos a prática do crime de desobediência da ordem de dispersão de reunião pública”, tendo em conta que os manifestantes pertenciam a nove nacionalidades, o que “originou insuficiência indiciária relativamente ao crime de desobediência” e “além disso a manifestação foi pacífica”.

Os manifestantes pintaram-se de vermelho, simbolizando o sangue derramado na guerra pela aliança militarista, acorrentaram-se no cruzamento entre a avenida Infante D. Henrique e a avenida de Pádua, no Parque das Nações, e sentaram-se no chão para impedir a circulação rodoviária na zona.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) os 42 manifestantes eram de nove nacionalidades: 14 portugueses, 10 espanhóis, três belgas, dois suecos, seis franceses, dois alemães, dois polacos, dois austríacos e um canadiano.