"Governo tem de assumir os custos do erro que cometeu”
"Nuno Crato fez o pior início de ano letivo que temos memória na nossa democracia. O Governo tem de assumir os custos do erro que cometeu, não pode fazer alunos e professores pagarem esse erro. Um ministro que começou assim um ano letivo não tem condições para fazer o próximo", frisou a dirigente bloquista.
"É preciso corrigir este erro já. O Governo tem de assumir os custos, os professores e alunos não podem ser prejudicados e o próximo ano letivo não pode começar assim. Não podemos ter Nuno Crato, não podemos ter este Ministério, desculpas não chegam", reforçou Catarina Martins.
Segundo a coordenadora nacional do Bloco, “precisamos de outro ministro, que respeite toda a comunidade educativa”.
“Crato vai para a rua, a escola não é tua!”
Munidos de vários cartazes e faixas, os docentes, pais e alunos exigiram a demissão de Nuno Crato.
"Crato rua, a escola não é tua" e "Demissão! Demissão!" foram algumas das palavras de ordem mais ouvidas.
“Viemos aqui para assinalar o Dia Mundial do Professor, mas, depois do que se passou na sexta-feira, temos motivos acrescidos”, afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, em declarações à agência Lusa.
"Estamos aqui para manifestar a nossa solidariedade com este desrespeito por parte do Governo, não só em relação aos professores, mas também em relação aos alunos. O primeiro-ministro dizia recentemente que este tinha sido o melhor início do ano escolar e o que nós estamos a constatar é que este é o pior ano dos últimos três anos", salientou, por sua vez, o líder da CGTP, Arménio Carlos.
O dirigente sindical defendeu que "a educação é essencial para o futuro do país” e que, “neste contexto, os ataques e os cortes a que está a ser sujeita, levam a que haja uma degradação da escola pública e uma facilitação da iniciativa privada que não é boa, nem para o desenvolvimento do país, nem para a coesão social".