“Esta greve tem uma particularidade - é essencialmente contra a degradação das condições de vida e de trabalho dos trabalhadores de uma área específica, que é a área operacional, e portanto contra a redução do número de trabalhadores, contra a falta de operacionais que acabam por provocar dias inteiros com supressões de comboios e com paragens de circulação”, disse à Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).
O setor da exploração operacional do Metro abrange os maquinistas.
A Fectrans refere que “os trabalhadores da Exploração Operacional estão agora – mais do que nunca - confrontados com a prepotência da sua direção, depois de várias tentativas para chegar a alguns entendimentos, nomeadamente com reuniões em junho, sobre horários, folgas, férias, tempo extraordinário não pago, supressão de postos de trabalho, segurança”.
Na próxima segunda-feira, 22 de dezembro, não serão apenas os trabalhadores do setor operacional a paralisar, mas todos os trabalhadores e trabalhadoras do Metropolitano de Lisboa, “em defesa do serviço público da empresa” e pela “resolução dos diversos problemas sociolaborais existentes”.