Na próxima terça-feira, não haverá metropolitano na cidade de Lisboa, porque os trabalhadores fazem nova greve de 24 horas. Já em setembro existiram duas paralisações no metro de Lisboa.
A luta dos trabalhadores do metro de Lisboa, assim como noutras empresas de transportes públicos de passageiros, é contra a privatização da empresa, contra a perda de condições de trabalho e os sucessivos cortes nos salários. É uma luta em defesa do serviço público de qualidade e contra a sua constante degradação.
À Lusa, Anabela Carvalheira da Fectrans (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações) declarou que esta é a "continuação da luta em defesa da empresa no sector empresarial do Estado e contra a sua concessão a privados e o protesto pela falta de condições de trabalho dignas e dos direitos dos trabalhadores".
"Há menos trabalhadores e níveis de exigência e segurança face a questões economicistas" denunciou a sindicalista à comunicação social, acrescentando que "há dinheiro para pagar as swaps mas não há dinheiro para o investimento".
O concurso para a concessão do Metro de Lisboa e da Carris (autocarros e elétricos) a privados está previsto para este mês de outubro, segundo o Governo.
A Fectrans, que se opõe à concessão do Metro a privados, defende:
“A manutenção da componente social do serviço prestado pela empresa. A reposição do quadro de trabalhos, necessários para a reposição de um serviço com maior qualidade e segurança. O investimento que permita a reposição de um serviço com a qualidade e segurança que os utentes têm direito. O cumprimento integral do Acordo de Empresa e o fim dos roubos nos salários e nas reformas”.
Ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa também param terça-feira à tarde
Os trabalhadores da Soflusa, a empresa do grupo Transtejo que é responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, vão realizar um plenário na terça-feira à tarde.
Por isso, as ligações fluviais entre Barreiro estarão interrompidas entre as 13.25h e as 16.0h da próxima terça-feira, 21 de outubro.