Apesar de na passada segunda-feira ter dito que manteria o ministro do Ambiente no cargo, esta quarta, pelas 16h30, Ângela Merkel divulgou em conferência de imprensa que “… a Alemanha enfrenta o desafio da transição energética ainda neste período legislativo” e, apesar de reconhecer o papel fundamental do Sr. Röttgen no lançamento das bases desse projeto, adiantou “a implementação dessa política requer um grande esforço e por isso o Ministério do Ambiente vai desempenhar um papel importante nesse contexto.”
Anunciou então: “E como pessoa para este novo começo, sugiro o secretário parlamentar da CDU/CSU, Peter Altmaier.”
Röttgen estava demitido.
Mesmo depois de ter renunciado ao cargo de chefe da CDU na Renânia do Norte, era evidente para todos que, após a derrota estrondosa nas eleições de domingo, em que Röttgen era o candidato da CDU e com forte apoio da chanceler Merkel, o lugar de ministro estava sob pressão. Pelo meio, ainda assistimos a fortes críticas da CSU (filha pródiga da CDU na Baviera) pela voz do seu dirigente neste Estado, o senhor Seehofer.
Entretanto os Verdes já vieram dizer que este governo não tem capacidade para governar. Os dirigentes do Partido dos Verdes, Renate Künast e Jürgen Trittin, declararam ainda que “esta coligação é incapaz de agir em áreas chave da política – desde a Energia à Educação e ao Orçamento. Deste governo não seria de esperar outra coisa. Vender o sucessor de Röttgen como um novo começo é uma piada de mau gosto.”
Um abraço de Munique